8 de abril de 2014

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Meu verbo inconjulgável

Eu acordo com a nossa música. Levanto pensando em você. Tenho dúvidas do que vai acontecer no meu dia. Me arrumo para ir pra escola. Vou ouvindo minha música favorita no caminho. Ando lentamente e sorrindo. Você está na minha cabeça. Chego na escola. Números, fórmulas, histórias, verbos. Nada de você. Chega o intervalo. Nada. Penso que você pode não ter ido. Passo a aula rabiscando nossos nomes no caderno. Eles parecem combinar. O sinal bate. Finalmente é hora de voltar pra casa. Desço as escadas. Bebo água. Quando olho para trás uma surpresa. Boca seca. Pernas tremendo. Coração acelerado.
Como sempre não tenho coragem de falar com você. Apenas arranjo um pretexto para ficar te observando de longe. Até não dar mais. E logo vou caminhando sozinha para casa. Ouvindo nossa música no meu fone de ouvido. Me odiando por ser tão tímida e fraca. O amor me tornou vulnerável. Quando a noite chega eu demoro a fechar os olhos. Sei que posso viver o mesmo no dia seguinte.
Esse é o meu verbo inconjugável.